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A primeira mitada do Fujimas – Fire Punch | Kitsune da Semana 74

Fire Punch é o primeiro mangá de sucesso de Tatsuki Fujimoto, autor de Chainsaw Man; uma obra-prima muito esquisita que, sem eu perceber, se tornou um dos meus mangás favoritos. Nem eu esperava.

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Contato: leo.kitsune@geekhere.com.br
Edição: Gilsomar Livramento
Música de abertura: Corrupter – Sadvillain

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6 thoughts on “A primeira mitada do Fujimas – Fire Punch | Kitsune da Semana 74

  • Alessio Gabriel
    Alessio Gabriel
    2 de maio de 2022 at 02:02

    Mds o Fujimoto é um desgraçado, sério. Acabei de terminar o mangá, não tenho palavras para descrever a experiência.

  • Lucas H
    Lucas H
    29 de abril de 2022 at 18:17

    Olá Kitsune. A ideia que eu tive com a obra se baseia na minha profissão (psicólogo) e na minha linha teórica (Sistêmica).

    Nada que eu estou escrevendo é para se opor a suas colocações no Podcast, e sim para se somar com elas. Tudo oq eu falo é de uma ótica heteronormativa, então ela pode não abranger a realidade de todas as pessoas.

    Pra mim o protagonista se aventura em uma jornada por individualidade. Nós somos seres que passamos por etapas de desligamento da família, e se isso for feito com carinho e cuidado, pode ser muito tranquilo e positivo, e se não for, pode acabar gerando ou uma forma de existir aglutinada (unida) ou afastada da família.
    O protagonista não consegue ser uma pessoa individualizada pq seu afastamento da família foi bruto e traumatico, então ele acaba não conseguindo tomar decisões baseadas na própria vontade. Ele acaba sempre lembrando da dor da família dele quando viva, ou da dor da irmã quase morta quando está tomando suas decisões, escolhendo vilões para poder seguir em frente e ser o seu “combustível”, pq tirando isso, vilões e sua família ele não tem nada, e tem medo de construir algo pq ele mesmo não sabe como fazer isso, já que desde pequeno aprendeu a se sacrificar pelos outros já assumindo papéis que o mesmo não devia/precisava cumprir.

    Na teoria sistêmica pensamos que o ser humano nunca se torna 100% individual, ele sempre vai manter uma parte da sua família com ele. Por isso no final (na minha percepção) o tempo passa (tempo sendo o ser mais brutal no manga, completamente imparável e aniquilador) e ele sabe que precisa ver alguém, não enfrentar ou matar, somente encontrar, e no fim ele encontrou, mesmo que ele não tem lembranças da Luna ele consegue encontrar algo além da imagem e dos próprios conceitos pré estabelecidos por ele e pelos outros, e lá ele encontra paz. Nós nascemos em uma família e criamos outra, reproduzindo papel de pai, e queremos que nossa companheira reproduza o papel de mãe, saímos de uma família e vamos para outra nos individualizando, mas não 100%, ainda queremos oq nossos criadores tiveram.

    Sobre os papéis, concordo que somos obrigados a ocupar papéis, e só quando a existência sumir vamos nos livrar disso, mas ao mesmo tempo….. cumprir papéis é bom, prazeroso, agradável, mesmo que você assuma um papel não quer dizer que você precisa fazer essa função da mesma forma que os outros. Pra mim é isso que individualidade significa, poder dizer não as pressões externas.

  • Luan Fernando
    Luan Fernando
    27 de abril de 2022 at 11:48

    Olá Kitsune, que bom que você gostou tanto de Fire Punch quanto eu, particularmente acho a obra um tanto quanto subapreciada justamente pelo fator “edgy” que afasta grande parte das pessoas. Eu acho que violência em um mangá pode ser justificada um pouco pelo contexto que ele apresenta, em Fire Punch é citado que com o frio e a decadência da sociedade as pessoas ficaram um pouco insanas e isso é mostrado no mangá, e também vale para apresentar temas como você mesmo citou as situações das baterias humanas e a comparação sobre classe.

    O Togata é realmente um personagem sensacional, na época eu me surpreendi com um mangá “de porrada” tratando sobre o tema da transexualidade de uma forma tão interessante, principalmente uma obra do Japão conhecido como um país um tanto quanto conservador.

    Também adoro como o Fujimoto é um mestre em usar o humor de maneiras tão interessantes, como na cena da luta do Togata no trem quando a bateria acaba e a gente só com o “aftermath”. Aliás as lutas são excelentes, gosto muito do dinamismo das cenas como você entende perfeitamente o que está acontecendo.

    Uma coisa em especial também é a espiral a insanidade do Agni, quando ele assume o papel de “irmão” na casa do Doma você até assume um final feliz mas o final é arrebatador.

    Poderia ficar aqui escrevendo páginas e mais páginas sobre essa obra mas não quero me alongar mais, espero que role mais podcasts sobre outras obras do Fujimoto principalmente os one-shots. Parabéns pelo bom trabalho.

  • Pedro Henrique Porto dos Santos
    Pedro Henrique Porto dos Santos
    26 de abril de 2022 at 23:16

    LEONARDO, veja bem o que tenho a dizer agora. “Fogo Soco” começa de uma forma que acredito ser ótima para afastar leitores, com todas aquelas cenas pesadíssimas para mostrar o quão horrível é aquele mundo e aquelas pessoas. Quero dizer que essa parte inicial pode soar meio forçada (meio edgy, vish!). Confesso que eu só dei uma chance porque amei “Homem motosserra”, outro mangá que só li pelas recomendações e pelo hype. Mas a mistura de ação desenfreada, comédia boba e comentários filosóficos com temas interessantes te prende, desde que consiga passar pela parte meio edgy (vish!). Por fim, concluindo, portanto, neste caso, você prefere café ou chá? Obrigado.

  • Samantha Dazi
    Samantha Dazi
    25 de abril de 2022 at 20:50

    Olá Kitsune! Adorei o podcast, acompanho seu trabalho a vários anos e sempre achei suas opiniões super interessantes, mas essa é a primeira vez que me senti motviada a fazer um comentário, vou tentar ser breve mas já peço desculpas se acabar ficando muito arrastada.

    No meio do podcast você mencionou não saber dizer se o personagem do Togata era ou não uma boa representação de um personagem trans, bom, como uma mulher trans eu gostaria de apresentar a minha opinião sobre o assunto, eu faria o argumento não só de que sim, o togata é um excelente personagem trans(posso dizer isso pois eu também fui uma adolescente fissurada com histórias pra me distrair da dor constante que sentia em relação ao meu corpo), mas também que a obra toda de Fire Punch pode ser interpretada usando uma “lente trans” mesmo que essa não tenha sido a intenção do autor e acho que mesmo você não tendo olhado o mangá INTEIRO com esses olhos, sinto que mesmo assim você pegou muito do subtexto correndo pela história, todo esse comentário que a história faz sobre os papéis que somos forçados a interpretar na sociedade, vários que acabam sendo dados para nós contra nossa vontade, e isso ressoou muito comigo como uma mulher trans, é algo que eu penso muito sobre e também é algo que senti na minha pele quando comecei minha transição, usando um exemplo pessoal, quando comecei a sair de casa usando roupas femininas, maquiagem etc, uma das coisas que mais me chocaram foram como o jeito que o mundo e os outros me viam mudou completamente, do dia pra noite eu não era mais tratada como um homem, eu chamava mais atenção, receber cantadas de estranhos, algo que nunca tinha acontecido comigo antes, se tornou parte da minha rotina, isso só me fez pensar em como esses papéis que todos nós interpretamos na nossa sociedade são tão efêmeros e construções muito aritificiais, mesmo que eu ainda tenha ficado feliz por estar finalmente interpetando um papel em que eu me sentia confortável, além disso também achei muito engraçado como você mesmo acabou captando muito dessa essência do mangá até quando estava comentando tópicos diferentes, por exemplo quando você comentou que o Agni não havia crescido de verdade, como ele era um homem num corpo de 20 anos com a mente ainda de um adolescente, que não teve a oportunidade de crescer devido a uma “dor” constantemente sendo sentida devido ao seu corpo, isso foi a descrição mais apta que alguém poderia fazer de mim antes de eu ter começado minha transição, simplesmente achei fascinante como nós, duas pessoas completamente diferentes, conseguimos achar essa obra extremamente relatable, por motivos completamente diferentes, acho que esse é o sinal de uma verdadeira obra de arte.

    Enfim, espero ter conseguido explicar porque Fire Punch é uma história tão relatable pra mim, pois ela é talvez de qualquer mídia que eu já vi, uma das histórias que melhor captura o “mindset” de uma pessoa trans, mesmo que tenha sido completamente acidental na parte do autor.

  • Matheus Damasceno
    Matheus Damasceno
    25 de abril de 2022 at 18:56

    Acabei de ouvir o podcast e mais uma vez está tão bom quanto todos os outros, desde a época do Videoquest você é uma referência pra mim com relação a como se expressar e realmente é impressionante como você consegue conectar suas ideias quase como se elas estivessem numa relação de causa e consequência, ao mesmo tempo que você está abordando tópicos organicamente estabelecidos e seguindo a história ponto a ponto ademais, esse podcast específico era um pelo qual eu estava bastante ansioso para ouvir uma vez que, vi em seu MyAnimelist que você parecia ter gostado bastante. Entretanto, a minha ansiedade era mais por ter uma opinião bastante conflitante com relação a sua visto que, havia lido Fire Punch cerca de um mês atrás – foi minha experiência com o Fujimoto – e tinha achado bastante tedioso a partir da metade, além de não ter compreendido direito o tema central e GRAÇAS A DEUS o seu podcast solucionou parte das coisas que eu não gostava em fire punch e serviu como um óculos de grau para um míope me fazendo apreciar muito mais essa obra do Fujimoto. Muito obrigado por isso Léo.