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Crítica | Pokémon Legends: Arceus não é perfeito, mas isso realmente importa?

Mesmo com alguns problemas técnicos, a GAME FREAK nos entrega um jogo cheio de personalidade

Desde o lançamento do trailer em fevereiro de 2021 os fãs da franquia Pokémon estavam empolgados pelo lançamento de Pokémon Legends: Arceus pois pela primeira vez entregaria algo que os fãs pediam há anos: Um mundo aberto. Então esse Pokémon é mundo aberto? É o jogo que sonhamos? Na verdade, não.

Pokémon Legends: Arceus não é um jogo perfeito. Vou colocar isso aqui logo de cara, porque o jogo tem sido atacado duramente por conta do seu visual desde o primeiro dia do seu lançamento, mas que realmente, para mim não incomodou em nada.

Dito isso, eu amo estética japonesa em jogos e a direção de arte de Legends Arceus entrega um jogo nessa pegada com tons de aquarela e pastel e com personalidade de sobra. O jogo me cativou desde o primeiro momento em que o seu personagem cai dos céus através de uma fenda dimensional e tem o seu primeiro contato com o Professor Laventon, que será uma espécie de guia e mentor para você durante sua jornada.

Logo de cara o Professor Laventon te leva para a Vila de Jubilife, um lugar cheio de casas de madeira simples e moinhos de água (que lembra muito a Vila da Folha de Naruto), e fica bem claro para o jogador de longa data da franquia que se trata da região de Sinnoh de Pokémon Diamond e Pearl, mas muitos anos no passado, quando era conhecida como Hisui. Você descobre então que as pokébolas acabaram de ser inventadas, e os Pokémon são considerados “criaturas aterrorizantes”, o Vilarejo de Jubilife vive com medo, defendido pelos guardas armados do Galaxy Team, liderados pela capitã Cyllene.

MUITAS MUDANÇAS, MAS AINDA TEMOS QUE PEGAR TODOS ELES!

Uma das melhores coisas de Legends Arceus é a quantidade de mudanças que a Game Freak introduziu no jogo que certamente dão um passo certo em direção ao tipo de jogo Pokémon que os fãs estavam esperando.

Como eu comentei anteriormente o mundo não é verdadeiramente aberto, pois você tem que acessar as áreas através de um mapa maior do mundo, não é ruim, mas não chega a ser um jogo de mundo aberto de verdade. Cada uma dessas áreas que você pode explorar possui seu próprio tipo de clima e vegetação que influenciam diretamente nos pokémon que você pode encontrar em cada uma delas.

Batalhar também trouxe muitas mudanças. Pegar um Bidoof por exemplo, é muito simples. Outros Pokémon mais ariscos, como Starly, vão tentar fugir quando você se aproximar, então você tem que se esgueirar, no melhor estilo Assassin Creed, pela grama alta para pegá-los. Como nos jogos antigos, alguns Pokémon exigirão que você lute e diminua seus pontos de vida; você pode jogar frutas na água para atrair outros, como o Magikarp por exemplo.

Embora o sistema de batalha ainda continue com as tradicionais batalhas por turnos, muitas mecânicas novas foram acrescentadas como a possibilidade de o treinador poder se movimentar pelo campo durante a batalha (e até tomar alguns golpes de área), a possibilidade de editar o moveset do seu pokémon da forma que você quiser, acabando com o problema de ter que apagar os movimentos para aprender novos.

Uma nova mecânica de maestria de golpes que faz com que os pokémon se tornem especialistas em certos tipos de movimentos e permite que o treinador possa trocar o estilo do monstrinho durante a batalha entre AGILE e STRONG. No Agile seus ataques são mais fracos, porém muito mais rápidos possibilitando atacar duas vezes no mesmo turno já no Strong seu ataque é bem mais forte, mas seu pokémon perde o próximo turno de ataque. Isso acrescenta muito mais estratégia durante as batalhas forçando o treinador a montar uma boa equipe e um bom moveset para cada um dos monstrinhos.

TUDO ERA MATO AQUI QUANDO EU CHEGUEI…

Uma das maiores mudanças do jogo sem sombra de dúvidas é o da pokédex. Literalmente não existe uma ainda. Para registrar um dos monstrinhos agora você terá que catalogar, estudar, capturar e cumprir várias tarefas para poder registrar todos os Pokémon em sua recém-criada pokédex. Essa nova mecânica apesar de parecer exaustiva acaba sendo uma das partes mais divertidas do jogo.

Por falar em catalogar Pokémon, não posso deixar de falar sobre os ALFAS. Os Alfas são Pokémon que vagam e protegem cada uma das áreas do jogo, cada área possui um ou mais alfas que são muito mais fortes e agressivos que suas versões normais e possuem seu próprio moveset. Você precisa acalmá-los pois todos os ALFAS entram em um estado de fúria causada pela energia emanada pela fenda dimensional que trouxe você para Hisui.

NEM TUDO É PERFEITO

Infelizmente como eu falei logo no começo do texto, o jogo não é perfeito. Se por um lado a parte artística é de tirar o chapéu, por outro a parte técnica e otimização deixam muito a desejar. O jogo possui muitas superfícies sem textura, elementos do cenário com baixíssimo fps, e quedas constantes no frame rate quando se tem muitos elementos na tela. De forma geral falando apenas da parte técnica faltou um certo polimento por parte da Game Freak em relação ao jogo, principalmente se comparado com outros jogos como o recém-lançado Shin Megami Tensei V ou até mesmo Zelda: Breath of the Wild (que é um jogo de mundo aberto de verdade).

Mas também é importante dizer que mesmo com esses problemas eu me diverti horrores e não me atrapalhou de forma alguma durante minha jornada em Hisui.

TODO MUNDO PODE JOGAR?

Se você já não aguenta a mesma fórmula da franquia principal que vem desde Pokémon Green e não for um fã tão purista em relação aos aspectos técnicos, então Pokémon Legends: Arceu é o seu jogo. Mesmo que seja um fã de longa data hardcore ou um saudosista da franquia que já não se interessa pelos jogos dos monstrinhos de bolso, Legends Arceus pode te surpreender e com toda certeza te proporcionar muitas horas de diversão.

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