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Crítica | Card Shark te ensina a trapacear nos jogos de cartas

Pelo menos uma vez na vida todo mundo já jogou algum jogo de cartas. E quem continuou a investir no nicho, com certeza já se deparou com aquelas pessoas mais sortudas que nunca tiravam cartas ruins nos jogos, e deixavam todas as outras pessoas da mesa em dúvida: “Como ele consegue?”.

Pois o segredo (para muitos) pode ter sido revelado em Card Shark, novo jogo publicado pela Devolver Digital, e disponibilizado para o Nintendo Switch e o Steam.

Faça sua própria sorte

Card Shark apresenta de uma maneira bastante única como jogar um jogo de cartas no videogame. É como encontrar um jogo dentro de outro jogo. Temos o pôquer, tradicional jogo de cartas que envolve apostas, ao mesmo tempo que temos também o jogo da manipulação, do embaralhamento de cartas e das trapaças disfarçadas de truques mágicos.

O importante aqui é aprender a embaralhar seu maço de cartas de forma que você saiba exatamente onde estão seus “alvos”. Nada é por acaso, e a ilusão da sorte está apenas nos olhos dos seus adversários.

Assim como na vida real, tudo gira em torno do quão habilidoso você vai se tornando no manuseio das cartas. Ao contrário da vida real que suas habilidades motoras são levadas ao extremo, em Card Shark você tem que ser ligeiro e preciso nos minigames que envolvem o embaralhamento “especial”.

Apesar de ser virtual, o jogador aprende o passo a passo real de como criar baralhos marcados para jogar cartas boas aos seus companheiros de mesa. Tudo é preciso e, com algum treino, pode funcionar também no mundo real.

No mundo do crime por acaso

Ao lado do picaretíssimo Conde de Saint Germain, você viajará em busca de mesas de apostas numa Paris do século XVIII, tudo regado a muito vinho, moedas de ouro e pilantragem.

No game você é um talentoso aprendiz que decide deixar sua vida honesta de lado para aprender os macetes do crime. E o jogo vai muito além de embaralhar e decorar naipes. Uma série de minigames acontece em tempo real dividindo a atenção do jogador e testando suas habilidades motoras e de memória.

Diferentemente de outros jogos atuais, esquecer algum truque do começo da sua carreira no game pode lhe custar caro. E não vai existir nenhum tipo de indicação na tela que lhe dê a chave para a vitória. Se não lembrar, dá para acessar o menu de truques aprendidos e relembrar o necessário, mas não ache que vai existir algum indicador no jogo para tal.

Logo no começo do jogo, antes mesmo de descobrirmos os truques com as cartas, trapaceamos enviando sinais ao nosso parceiro. Isso enquanto servimos vinho ou limpamos a mesa. E mais para frente as coisas vão além, incluindo até mesmo um duelo de esgrima com suas próprias regras.

É difícil, hoje em dia, um game te deixar decidir as coisas sozinho, sem trilhos ou linhas guias para cutscenes programadas. As coisas acontecem de forma orgânica (até um certo nível, claro) e cabe ao jogador decidir o quanto está satisfeito com as pilantragens da mesa.

Isto porque, em Card Shark, um medidor de “papo furado” acompanha cada jogada realizada pelos jogadores, e cada trapaça (ou não) aumenta a desconfiança da mesa toda. Saber quando ganhar, perder ou mesmo abandonar uma mesa é fundamental.

Card Shark é um respiro criativo dentro dos jogos digitais de cartas. Vai além com algumas camadas extras de complexidade e diversão. Ainda ensina todo mundo a se dar bem, mesmo que de forma ilegal. Quero ver você no Truco agora, mermão!

■ Jogo: Card Shark   ■ Publicação: Devolver Digital    ■ Desenvolvedora: Nerial Limited  ■ Plataformas: Nintendo Switch, PC    ■ Lançamento: 02/06/2022

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