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Muito bem feito pra um trailer de 2h40 – Duna | Kitsune da Semana 51

A adaptação perfeita nas mãos ideais? O filme que todo fã sempre quis? 

Edição: Gilsomar Livramento
Contato: leo.kitsune@geekhere.com.br

7 thoughts on “Muito bem feito pra um trailer de 2h40 – Duna | Kitsune da Semana 51

  • Mauricio
    4 de novembro de 2021 at 21:26

    O fato de “o escolhido” ser um mito arquitetado por uma sociedade obscura de dentro da cultura dominante não me incomodou, porque vejo isso como sendo algo muito parecido com o que a igreja católica fez no continente americano. E sim toda vez que alguém conseguia saber de longe que o escolhido tava na frente deles ou dentro da nave eu me perguntava se o ki dele dava pra ser percebido do outro lado da galáxia.
    Ao meu ver em 2021 se as críticas que o livro/filme vai fazer ao salvador branco estão voltadas ao aspecto de ele ser um salvador e ignorar que ele não pertence àquela cultura, vão ser críticas muito rasas e repetidas. Independente de livros e filmes terem sido inspirados no livro que o filme é baseado, adaptações tem que considerar a mídia e a época em que estão sendo lançadas. Sem falar que realmente a cena, em que o CGI fica muito visível, quando o Paul tem uma visão de ele lutando com uma armadura de power ranger dourado e o visor do capacete dele levanta pra mostrar uma cara de paisagem, a intenção da parte 2 do filme vai muito provavelmente querer que a gente pense que o cara é foda enquanto ele comete as atrocidades dele.
    Espero que o podcast de haikyu tenha a mesma duração que duna parte 2, pra eu poder ouvir no cinema enquanto vejo jesus mandar os seus seguidores pra morte.

  • Shennaider
    3 de novembro de 2021 at 01:21

    Particularmente achei o filme muito bonito, mas parece demais que tudo de contemplativo e grandioso que ele mostra foi feito pra “pescar oscar”. Também achei a trilha sonora invasiva demais e achei ela com aquele tom que é mais relacionado com algo divino do que com expectativa, o quê também contribui pra esse grandiosidade que o filme quer mostrar. Mas ainda achei legal, é uma ficção científica diferente de coisas que a gente tem atualmente: com relativamente menos ação e essas coisas místicas, que não foi o que mais gostei no filme mas gerou a cena que mais gostei: onde a velha importante das Bene Gesserit põe a mão do menino timotheé. No fim, pra mim o que segurou foram as atuações mas ainda assim a história parace ser interessante, embora concordo com a tua colocação sobre o branco salvador e como o filme mostra a cultura dos Fremen como exótica.
    É isso, adorei o podcast e vou te lembrar de falar de Locke, tu prometeu. E um abraço pra ti e pro Gil.

  • Arle Souza
    2 de novembro de 2021 at 10:32

    Olá Kitsune e Gio! Creio que o filme de Duna é algo mais para os fãs de alta ficção científica do que Duna em si, eu nunca tinha lido ou assistido nada sobre a obra e embarquei sem expectativa nenhum, pelo o que tenho visto das opiniões gerais, essa é a melhor forma de assistir o mesmo, tentar apreciar como “apenas um filme”, apesar de ser uma adaptação. Alguns problemas que você citou não soaram da mesma forma pra mim, como os harkonnens, que na minha leitura fizeram o ataque por questões de poder econômico e força da casa, algo mais político do que apenas ser mau. Sobre o Paul, já vi pessoas falando que o lance do salvador branco é abordado nos livros subsequentes, e é para ser uma crítica e não fomentação do mesmo. Minha recomendação é que se possível assistam o filme primeiro, deixem para ler o livro quando lançar a segunda parte, assim como farei. Um abraço e fiquem bem!

  • guilhermetb
    1 de novembro de 2021 at 23:14

    Só dando uma contextualizada, tudo que eu vi de duna foi esse filme de 2021, e ouvindo o podcast a maior parte das minhas criticas já foi abordada (o orientalismo, o “bom” imperialismo…), porém um fator que me incomodou muito foi como os vilões do filme tem “cara de vilão”, então a família do mal são carecas tem uma fisicalidade estranha, mesmo as tropas especiais do imperador são apresentados sempre de mascara falando outra língua, enquanto os atreides são todos lindos, com vestimentas que lembram as nossas o que gera uma identificação muito maior, tornando tudo ainda mais uma historinha de herói contra bandido.

    Além disso tem duas cenas que eu acho muito boas no sentindo de expressar as contradições que o filme carrega, a primeira é a cerimonia que os Atreides vão receber o planeta de Duna, onde se tem um cenário completamente militarizado, com tropas alinhadas, todos com uniformes militares, fazendo saudações personalistas ao nome de uma família enquanto o duque manda um “vamos buscar a paz” ou qualquer coisa do tipo, nesse inicio eu até achei que poderia ser uma dualidade a ser trabalhada, mas ao longo do filme a relação Atreides x Fremens só existe na cena do líder Fremen indo conversar com o duque, de modo que esse povo é apenas uma sombra que fica permeando o filme sem ter nenhum papel ativo.

    A segunda cena é no fim do filme quando o Paul fala para a mãe que eles estavam buscando a “força do deserto” representada nos Fremen, quase como se eles fossem uma força da natureza ou uma arma, o que eu não duvido que seja exatamente o que a história quer passar, porém isso não recebe nenhum julgamento, de modo a reforçar a típica história do bom colonizador que admira o “bom selvagem”.

  • Narumi
    1 de novembro de 2021 at 18:16

    Não conheço Duna, nao assisti nenhum filme do Villeneuve, mas amo ficção científica, e amei o filme, na primeira hora dá pra sacar que vai ser uma história de “ele é o salvador da humanidade que vai ter conlfitos internos”, mas a estética é maravilhosa, um filme totalmente contemplativo. Me lembrou de Melancholia e Arvore da VIda, mas pelo menos Duna não me forçou a refletir a minha inútil existência.

  • Rosset Qurino
    1 de novembro de 2021 at 17:13

    Ótimo podcast Kitsune. Não vi Duna mas o fato de mostrarem, acidentalmente, um cu gigante no pôster diz muito sobre essa aura mítica (pode não ser a melhor palavra para descrever mas é a única que veio na minha mente) desse filme. No mais, foi engraçado como vc, no início do podcast, se mostrou um Renan (do choque de cultura) reverso, alguém que prefere ler o livro do que ver o filme kkkkkk

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